Por: Vinícius Mariano

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, entregaram, em 2021, o maior PIB do país desde 2010, totalizando 8,7 trilhões de reais, segundo informações do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, órgão do IBGE. No caso, o produto interno bruto brasileiro do ano passado foi de 4,6%, enquanto que o de 2010 foi de 7,5%. O crescimento ocorreu apesar da pandemia e das medidas de fechamento do comércio, que interferiram no desempenho econômico de vários setores.

Segundo o levantamento, o crescimento foi puxado pelas altas no setor de serviços (4,7%) e pela indústria (4,5%), que juntos representam 90% do PIB do país. O agronegócio, no entanto, recuou 0,2% devido à falta de chuvas.

Cresceram também os setores de comércio (5,5%), imobiliário (2,2%), administração, defesa, saúde, educação, seguridade sociais (1,5%) e atividades financeiras, de seguros e serviços afins (0,7%).

Brasil condenado a crescer

Em evento no banco BTG Pactual, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o Brasil está “condenado a crescer” nos próximos anos e que os analistas vão passar o ano de 2022 inteiro revisando para cima as previsões do PIB. Guedes também pediu “honestidade intelectual” a quem compara o governo Bolsonaro aos outros, quando não tinha pandemia.

“O Brasil está condenado a crescer. Quem tem R$ 800 bilhões em dez anos tem R$ 80 bilhões por ano, que é dez vezes o que tem o ministro Tarcísio [de Freitas, da Infraestrutura]. Vamos ter R$ 80 bilhões todo ano já assegurados de investimentos. Como é que o Brasil não vai crescer?”, disse o ministro.

A mediana das projeções do boletim Focus do Banco Central aponta para uma alta de 0,3% do PIB neste ano, mas a equipe econômica salienta que o avanço deve ser maior e ficar em torno de 2,1%.