Maior valor para o mês desde 2010, Brasil tem superávit primário de R$16,4 bilhões em abril. Ontem (27), bolsa de valores teve dia de oscilações, mas fechou com alta de 0,3%. Dólar caiu mais de 1%, voltando a ficar abaixo de R$5,30.

O aumento na arrecadação neste ano e a queda nos gastos com o enfrentamento à pandemia de covid-19 fizeram o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrar o melhor resultado para meses de abril desde 2010. No mês passado, o resultado ficou positivo em R$16,481 bilhões.

O superávit primário representa a economia do governo para o pagamento dos juros da dívida pública. No mesmo mês de 2010, o Governo Central tinha registrado superávit primário de R$23,257 bilhões. No mesmo mês do ano passado, marcado pelo início da pandemia de covid-19, as contas haviam ficado negativas em R$ 93 bilhões.

Com o resultado de abril, o Governo Central acumula superávit primário de R$ 40,974 bilhões no primeiro quadrimestre. Esse é o melhor resultado para os quatro primeiros meses do ano desde 2012, quando o superávit acumulado havia atingido R$ 44,243 bilhões.

O resultado veio bastante acima do previsto. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, as instituições financeiras projetavam déficit primário de R$20 bilhões para abril.

Meta de superávit

Apesar do superávit em março, a tendência é que o resultado das contas públicas fique negativo nos próximos meses. Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece meta de déficit de R$247,1 bilhões para o Governo Central, mas projeto de lei aprovado no fim de abril permite o abatimento da meta de até R$ 40 bilhões de gastos.

Os gastos que podem ser deduzidos da meta estão relacionados com o enfrentamento à pandemia de covid-19. Dos R$40 bilhões autorizados pelo Congresso, R$20 bilhões destinam-se à saúde, R$ 10 bilhões ao programa de redução de jornada e suspensão de contrato e R$10 bilhões ao Pronampe, programa que fornece crédito emergencial a micro e pequenas empresas.

Dólar cai mais de 1% e volta a ficar abaixo de R$ 5,30

Em um dia de otimismo externo e de entrada de divisas de exportações, o dólar caiu mais de 1% e voltou a ficar abaixo de R$5,30, no nível mais baixo em duas semanas. A bolsa de valores chegou a cair durante a tarde, mas reverteu a trajetória e fechou com pequena alta.

O dólar caiu em todo o planeta, com o real tendo o melhor desempenho entre as moedas dos países emergentes. No fator externo, a expectativa de que o governo do presidente Joe Biden apresente amanhã (28) o orçamento dos Estados Unidos para 2022 puxou para baixo a moeda norte-americana.

No Brasil, a entrada de dólares decorrente das exportações e a recuperação do preço das commodities (bens primários com cotação internacional) animou o mercado financeiro. A expectativa de que o Banco Central continue a aumentar a taxa Selic (juros básicos da economia) nas próximas reuniões também contribuiu para a queda da moeda norte-americana.

Adaptado de: Agência Brasil aqui e aqui.

Filie-se agora ao Movimento Conservador! Acesse: