Por: Vinícius Mariano.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil aumentou, na última quarta-feira (4), a taxa básica de juros da economia, a Selic, que foi de 11,75% ao ano para 12,75%. O aumento de um ponto percentual já era esperado desde março, quando a Selic foi de 10,75% para 11,75. Na ocasião, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, já havia antecipado que em maio a taxa subiria para o atual valor.

Após o aumento, a Selic atingiu o maior patamar desde 2017, provocando efeitos colaterais como desaceleração na economia. No entanto, o aumento se faz necessário para controlar a inflação, que devido às políticas de fechamento arbitrário do comércio durante a pandemia, voltou a atingir dois dígitos em 2021.

Entidades reagiram negativamente

Embora a elevação da Selic já fosse esperada pelo mercado financeiro, houve instituições que criticaram a medida, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), que considerou “equivocada” a decisão. Segundo a confederação, a taxa antiga já era suficiente para garantir uma trajetória de queda da inflação nos próximos meses, argumentando que a alta leva tempo para restringir a atividade e, consequentemente, segurar a alta dos preços.

“Este novo aumento da taxa de juros deve comprometer ainda mais a atividade econômica, que já dá claros sinais de fraqueza. Para a indústria, a intensificação do ritmo de aperto da política monetária piora as expectativas para o crescimento econômico em 2022, com efeitos adversos sobre a produção, o consumo e o emprego”, disse o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, em nota divulgada pela entidade.