Por: Vinícius Mariano

O jornal Folha de São Paulo publicou, na segunda-feira (11), uma notícia de que a Rainha do Reino Unido, Elizabeth II, teria falecido. No entanto, a rainha está viva, o que fez o jornal, que conta com uma agência de “checagem de fatos independentes” – a agência Lupa, que também já publicou desinformação – a se retratar após a gafe.

Após a publicação, que imediatamente foi desmentida por demais veículos que acompanharam o caso, a Folha foi alvo de críticas de internautas, que acusaram o jornal de espalhar notícias falsas, mesmo contando, supostamente, com um time de “jornalistas profissionais” em sua redação. A rainha Elizabeth completou, em 2022, 70 anos de reinado, se tornando a monarca mais longeva do Reino Unido, com 95 anos. Segundo médicos da Família Real, a rainha continua apresentando um quadro de saúde estável, diferentemente do noticiado pela Folha de São Paulo.

Reincidência em desinformação

Não é a primeira vez que a Folha de São Paulo publica informações falsas. Em 2018, há poucos dias do segundo turno, que deu a vitória ao presidente Jair Bolsonaro (PL), a jornalista Patrícia Campos Mello, que faz parte da redação do jornal, publicou uma matéria que vinculava Bolsonaro e alguns empresários, como Luciano Hang, a um esquema criminoso de caixa 2. A Folha e a jornalista Patrícia Campos Mello foram processadas pelo ocorrido e perderam, inclusive, em segunda instância, em setembro de 2021, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão favorável a Luciano Hang.