Cerca de cinquenta e três funcionários de um hospital em Londrina (PR) contraíram Covid-19 depois de terem sido vacinados contra a doença. Dentre eles, dois receberam a primeira e onze a segunda do imunizante AstraZeneca. Outras trinta e uma pessoas receberam as duas doses da chinesa CoronaVac.

O Hospital Universitário da Londrina já conta com cerca de 53 funcionários contaminados pelo Covid-19 após terem tomado uma ou duas doses das vacinas. Dentre eles, dois receberam a primeira dose da vacina da AstraZeneca, onze receberam as duas doses do mesmo imunizante, e trinta e uma pessoas receberam as duas doses da chinesa Coronavac.

De acordo com Crítica Nacional, os contaminados são pessoas que trabalham na área da limpeza, médicos e estudantes que atuam no Hospital, dentre outras funções. Contudo, todos os contaminados apresentam até o momento somente sintomas leves da doença.

Ainda de acordo com a publicação, a superintendente do Hospital Universitário de Londrina (HUL/UEL), Vivian Feijó, afirmou que os casos registrados seriam uma “prova” de que a vacina funciona. Para ela os quadros mostram que os imunizantes evitam a internação e mantém as pessoas com casos leves.

Isso mostra pra gente que a vacina funciona, que ela prioriza a intenção dos casos leves, ou seja, não leva a internação“.

Contudo, conforme destaca Crítica Nacional, a afirmação da superintendente não faz sentido. Pois, é esperado que qualquer imunização impeça completamente que as pessoas desenvolvam uma determinada doença, ou, pelo menos que não morram dela.

Porém, no caso descrito pela superintendente do HU/UEL, só seria possível afirmar que a vacina ofereceu alguma proteção contra agravamento da doença se houvesse documentação da soroconversão: as pessoas não possuíam anticorpos antes da vacina (“IgG negativas’) e então se tornaram IgG positivas após a vacina. Isso documentaria que a vacina conferiu alguma proteção“, conclui a reportagem.

Ademais, complementa a publicação, há casos em que é possível que alguém se contamine e desenvolva a doença para a qual a vacina deveria protegê-la, algo que os especialistas classificam sob o rótulo Índice de falha em alguns. A reportagem, escrita em parceira com o médico Alessandro Loiola, também questiona os dados sobre a qual Vivian Feijó baseia suas conclusões.

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