Ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), afirmou que o órgão descobriu uma série de desvios de verbas destinadas ao combate da pandemia de coronavírus. Valor estimado até o momento é de R$160 milhões durante o período.

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, afirmou que o órgão apurou cerca de R$160 milhões em desvios durante a pandemia. A fala foi proferida na última segunda-feira (24). Segundo ele, a CGU descobriu uma série de desvios de verbas destinadas a estados e municípios para combate ao coronavírus.

De acordo com Renova Mídia, Rosário mencionou R$160 milhões como valor preliminar, ressaltando que a quantia deve aumentar conforme as investigações tocadas pela CGU e pela Polícia Federal (PF) prosseguirem. A informação foi revelada em entrevista ao programa Direto ao Ponto, da rádio Jovem Pan.

Me parece que o foco da CPI tem sido muito a gestão federal, mas nós sabemos que não é simples, envolve muita gente. Nós identificamos muitos casos de corrupção em estados e municípios, então a população quer que olhe os problemas no total. […] Em uma reunião, selecionamos 278 entes federados que seriam acompanhados: capitais, seis ministérios, os Estados, municípios acima de 500 mil habitantes etc. Mobilizamos equipes para cada Estado de modo a acompanhar as compras voltadas à luta contra o vírus”, falou Rosário.

CPI é cortina de fumaça

Na última semana, o senador Marcos Rogério (DEM-RO) disse que o que vem acontecendo ali é uma “cortina de fumaça” para proteger prefeitos e governadores. O parlamentar falou que os senadores estão desviando o objetivo da investigação e criando narrativas para proteger possíveis atos de corrupção cometidos por governadores e prefeitos durante a pandemia.

De acordo com Estudos Nacionais, o senador disse que a manobra vem sendo adotada por não haver indícios de corrupção no Governo Federal. Com isso, senadores da oposição estão tratando de fatos irrelevantes para dar a impressão de que há gravidade em atos comuns do Governo. Ademais, Renan Calheiros, relator da CPI, é pai do governador de Alagoas, Renan Filho.

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