Inflação acumula taxas de 3,22% no ano e 8,06% em 12 meses. Energia Elétrica ficou entre os itens que mais influenciaram a alta (5,37%), pois passou para a bandeira tarifária vermelha.

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,83% em maio deste ano. A taxa é superior ao 0,31% de abril e a maior para um mês de maio desde 1996 (1,22%), segundo dados divulgados hoje (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPCA acumula taxas de 3,22% no ano e 8,06% em 12 meses. Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram inflação em maio, com destaque para habitação (1,78%) e transportes (1,15%). Os itens que mais influenciaram esses grupos foram energia elétrica (5,37%), que passou para a bandeira tarifária vermelha patamar 1 no mês, e gasolina (2,87%).

Outros grupos com taxa de inflação importantes foram saúde e cuidados pessoais (0,76%), alimentação e bebidas (0,44%) e artigos de residência (1,25%). Os demais grupos variaram entre 0,06% (educação) e 0,92% (vestuário).

Falta de chuva pode fazer preço da energia subir

Com relação à Energia Elétrica, situação crítica na Bacia do Rio Paraná, que sofre com a falta de chuvas, pode fazer a bandeira tarifária subir ainda mais ao longo do ano. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) publicou, no Diário Oficial da União do último dia 02 de Junho, uma resolução que declara “situação crítica de escassez quantitativa dos recursos hídricos” na Região Hidrográfica do Paraná até o dia 30 de novembro.

De acordo com ANA, por meio de medidas adotadas preventivamente, a pretensão é mitigar possíveis riscos de racionamento de água. Ainda de acordo com a agência, a Região Hidrográfica do Paraná passa por um déficit de precipitações severo desde outubro de 2019. Ademais, diversos locais dessa região registraram de vazões baixas a extremamente baixas tanto em 2019 quanto no período chuvoso de 2020/2021, quando foram registradas as menores vazões afluentes.

Ademais, há algumas semanas o presidente Jair Bolsonaro já havia apontado para o problema na região.

Adaptado de: Agência Brasil.

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