Para a OMS, esse reconhecimento deve ocorrer mesmo em países onde algumas dessas vacinas ainda não foram aprovadas. Entidade faz apelo no momento em que países reabrem para o turismo.

Todas as vacinas da lista de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) ou de outros reguladores de medicamentos devem ser consideradas para que um viajante possa ser reconhecido como totalmente imunizado, defendeu hoje (01) a instituição. Para a OMS, esse reconhecimento deve ocorrer mesmo em países onde algumas dessas vacinas ainda não foram aprovadas.

De acordo com pedido da OMS, todos os governos regionais, nacionais e locais deveriam reconhecer como totalmente vacinados aqueles que receberam vacinas consideradas seguras pela organização. A declaração é conjunta com outras agências com as quais o órgão desenvolve o programa Covax, de distribuição da vacinas.

A lista de emergência aprovada pela OMS inclui as vacinas da Pfizer-BioNTech, Moderna, AstraZeneca, Janssen, Sinovac e Sinopharm. Contudo, as duas últimas, desenvolvidas na China não estão aprovadas pelos reguladores europeus ou norte-americanos. No entanto, a distribuição delas vem sendo amplamente feita em África e América Latina.

Ademais, apelo é feito no momento em que muitos países se abrem para a chegada de viajantes internacionais, devido à redução gradual de casos nos últimos dois meses. Porém, o surgimento da variante delta em algumas áreas tem feito com que as infecções semanais voltem a subir globalmente.

Qualquer medida que apenas permita que pessoas protegidas por algumas vacinas aprovadas pela OMS se beneficiem da reabertura das viagens criará um sistema duplo, aumentando as divisões globais em torno dos imunizantes e exacerbando as desigualdades“, alerta a entidade.

Além disso, “terá impacto negativo no crescimento das economias que mais sofrem”, acrescenta, referindo-se aos países em desenvolvimento. A declaração também é assinada pela Fundação para Vacinas Gavi e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), parceiros na Covax.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3,940 milhões de mortes no mundo, resultantes de mais de 181,7 milhões de casos de infecção, segundo um balanço da agência francesa AFP. A doença respiratória é provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, detectado no final de 2019, em Wuhan, cidade no centro da China.

Adaptado de: Agência Brasil.

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