Por: Vinícius Mariano

O conselho de administração do Twitter aceitou, nesta segunda-feira (25), a oferta do bilionário Elon Musk de US$ 44 bilhões para comprar a plataforma, valor que será pago parte em dinheiro, parte em empréstimos bancários e parte com ações da própria Tesla, a gigante automotiva da qual Elon Musk é o dono.

Após a aquisição do Twitter pelo bilionário, as ações, que já seguiam tendência de alta, saltaram 5%, sendo fechadas em R$ 126,90. Usuários conservadores e de direita no geral do Twitter comemoraram a compra, esperando, dentre outras coisas, que a conta do ex-presidente americano Donald Trump seja reestabelecida na plataforma após ser censurada de forma ilegítima. Por outro lado, usuários de esquerda lamentaram a compra. O portal UOL, por exemplo, ligado à esquerda e à extrema esquerda, fez uma matéria ensinando os usuários a desativarem a conta na rede social. 

Por que as ações dispararam com a compra?

As ações do Twitter já haviam disparado 30% no dia 4 de abril, indo de 90 para 120 reais, quando foi noticiado que Musk adquiriu 9% da companhia. Com a notícia de que a empresa foi adquirida por completo, os papéis voltaram a subir, tendo uma leve alta de 5%. As razões para essas altas estão no fato de que Elon Musk, ao contrário dos bilionários do Vale do Silício, tem uma visão mais libertária sobre as redes sociais, o que deve diminuir a censura, principalmente a grupos conservadores, e consequentemente atrair mais anunciantes para a rede. 

Compromisso social

Após adquirir o Twitter, Elon Musk postou, na conta oficial de sua nova plataforma, que espera que seus maiores críticos permaneçam no Twitter porque é isso que a liberdade de expressão significa. Ele também afirmou que “A liberdade de expressão é a base de uma democracia em funcionamento, e o Twitter é a praça da cidade digital onde são debatidos assuntos vitais para o futuro da humanidade”.