Membros do TSE demonstram em suas falas preocupação com falta de controle estatal sobre a rede social de troca de mensagens. Órgão quer repetir parceria que desenvolveu com outros aplicativos para conter o ‘avanço de fake news’ no processo eleitoral de 2022.

Depois de realizar parcerias com outras plataformas, como WhatsApp, para conter supostas fake news nas últimas eleições (2018 e 2020), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pretender ampliar a ação, firmando acordos de cooperação com outras empresas de tecnologia. No entanto, algumas plataformas têm tirado o sono da cúpula da corte, inclusive do próprio presidente do tribunal, ministro Luís Roberto Barroso. Uma delas, o aplicativo de troca de mensagens Telegram.

De acordo com Conexão Política, a secretária-geral do TSE, Aline Osório, coordenadora do Programa de Enfrentamento à Desinformação, destacou o Telegram entre as preocupações do tribunal. Dentre suas funcionalidades, o aplicativo de mensagens permite grupos com até 200 mil pessoas, número bem superior aos 256 participantes admitidos pelo WhatsApp, por exemplo.

Ainda de acordo com a publicação, a secretária-geral do TSE destacou que uma das prioridades do tribunal é que as plataformas contenham regras de moderação específicas para contextos eleitorais.

O Telegram é um grande desafio, nós temos buscado canais, ainda não conseguimos chegar no Telegram. Atualmente a moderação de conteúdo que é feita, ou que praticamente não é feita pelo Telegram, é mais com base em preocupações sobre terrorismo. […] E a gente tem não só o Telegram, mas várias outras plataformas que chegaram […], que não têm representação no Brasil e que é muito difícil conseguir uma interlocução. […] Como a nossa preocupação [é] muito grande para 2022, é importante agora a gente, enfim, diplomaticamente, chegar nelas. […] A nossa ideia é trabalhar com elas [plataformas], para que aprofundem essas políticas, para que, de antemão, já se saiba no Brasil o que vai acontecer com perfis que aleguem, indevidamente, fraude no resultado eleitoral, que não reconheçam o resultado eleitoral ou que tenha supressão de voto.”

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